Revista Brasileira de Inteligência https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI <!-- Global site tag (gtag.js) - Google Analytics --> <p>A Revista Brasileira de Inteligência (RBI) é uma publicação anual da Escola de Inteligência (Esint) da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). A revista busca estimular o estudo, o debate e a reflexão acerca de temas da atualidade relacionados com a atividade e a disciplina de Inteligência.</p> <p>&nbsp;</p> Gráfica - Abin pt-BR Revista Brasileira de Inteligência 1809-2632 EPISTEMOLOGIA E GNOSEOLOGIA DE INTELIGÊNCIA https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/177 <p style="text-align: justify;">Analisa aspectos relacionados com as teorias do conhecimento (epistemologia) e do aprendizado (gnoseologia), em seus contextos geral e particular, ao passar pelas considerações e abordagens dos pensadores antigos, principalmente, Sócrates, Platão e Aristóteles, com o propósito de ampliar o entendimento da natureza, das fontes, dos fundamentos, da validade e dos limites daquilo que se pode conhecer, e os incorpora ao escopo de atuação dos profissionais de Inteligência, principalmente para os envolvidos nas atividades inerentes à função de análise. Questiona a reivindicação do conceito de “ciência” por diversos ramos do conhecimento e discute a possibilidade da existência de uma “metodologia científica” ou da natureza “científica” de ramos do conhecimento que não se concentram sobre a natureza, especificamente sobre a função e a importância do conhecimento de Inteligência, bem como o “ciclo” ou o caminho para a produção e as fontes admissíveis, que, desde a modernidade, inclinam-se quase exclusivamente para o conhecimento que possa ser obtido pelo método cartesiano. Relaciona e incorpora, ao processo de produção de conhecimento empregado na atividade de Inteligência, os elementos da epistemologia e da gnoseologia, e propõe uma abordagem mais ampla e inclusiva das características do senso comum, do pensamento tradicional e mesmo do sensitivo à produção de conhecimento da Inteligência, de forma a se apropriar de todas as formas possíveis de interação com a verdade, ou seja, com a melhor informação que se possa obter no tempo e com os recursos disponíveis.</p> Henrique Geaquinto Herkenhoff Rogério Bubach Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-16 2021-09-16 15 1 16 APRIMORAMENTO DA CAPACIDADE ANALÍTICA E AVANÇO NA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/178 <p>A Atividade de Inteligência diferencia-se de outras formas de produção de conhecimento porque visa ao assessoramento de alto nível, conta com a possibilidade de obter dado negado, emprega o sigilo e se baseia em método próprio. O que se espera dessa atividade de Estado é que ofereça conhecimentos hábeis a antecipar, de forma confiável, situações estratégicas e que entregue diuturnamente subsídios amplos e criteriosos para tomada de decisões bem informadas. No entanto, ao sinalizarem probabilidades e tecerem raciocínios, frequentemente, os analistas permitem contaminação por vereditos pessoais e vieses cognitivos, ou recaem em estruturações amadoras. Este artigo defende que o emprego rotineiro de técnicas de análise e de interpretação, que possam ser ensinadas e incorporadas por todo o corpo funcional, resulta em trabalhos mais ponderados e profissionais, na medida em que tais recursos deixam mais claros suposições e argumentos, desafiam o pensamento corrente e estimulam perspectivas e cenários novos.</p> Anna Cruz Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-21 2021-09-21 15 25 40 DIVERSIDADE E ESCUTA ATIVA EM AGÊNCIAS DE INTELIGÊNCIA https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/180 <p>A diversidade é tema de importância central para as Agências de Inteligência, uma vez que as divergências originadas de diferenças individuais podem conduzir ao surgimento de novas perspectivas para os objetivos da organização, ampliando, assim, a capacidade de resposta aos desafios impostos por realidades cada vez mais complexas e em constante transformação. Ambientes de trabalho mais diversos, mediados pela tecnologia e abastecidos por enorme volume de dados, contudo, elevam a ansiedade e, por consequência, dificultam a concentração necessária para a escuta. Em Agências de Inteligência, onde os processos de comunicação são constantes e decisivos para o êxito organizacional, torna-se estratégico assegurar no ambiente de trabalho a coexistência da heterogeneidade de pensamentos e a capacidade de escuta ativa. O presente artigo deseja demonstrar a importância da combinação dos conceitos de diversidade e escuta ativa no contexto da Atividade de Inteligência e nas organizações públicas e privadas para a construção de ambientes organizacionais mais eficientes no processamento de informações e criativos na composição de cenários prospectivos.</p> Daniel Almeida de Macedo Eunice Ramos Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-22 2021-09-22 15 41 57 MODELO DE GESTÃO TÁTICO-OPERACIONAL DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/181 <p>Este trabalho aborda a gestão da Atividade de Inteligência à luz dos desafios impostos pela velocidade da informação e pela complexidade dos fenômenos e dos contextos que envolvem a atuação da Inteligência no mundo moderno. O objetivo proposto é analisar conceitos, princípios, métodos e processos relacionados à produção de conhecimentos, à estrutura organizacional e à gestão da Atividade de Inteligência em nível tático-operacional no contexto da hiperinformação (big-data) e da complexidade. A correta compreensão de como cenários e objetos da Inteligência se manifestam, bem como organizações, profissionais, usuários, processos, métodos e produto se relacionam, conduzem à proposição de uma metodologia de gestão de casos, baseada em métodos ágeis, e de uma estrutura organizacional híbrida, baseada no modelo de organização hipertexto. Conclui que a gestão da Atividade de Inteligência não pode ser pensada como um processo linear e reducionista, mas considera as diversas dimensões que a envolvem e que a reportam a uma estrutura orgânica, executada por agentes operacionais, analistas e usuários em processos complexos, interconexos e multidisciplinares, o que exige múltiplos papéis a serem desempenhados pelos gestores e profissionais de Inteligência.</p> Thiago Araújo Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-22 2021-09-22 15 59 80 A ANÁLISE DO PERFIL DE ALVOS NA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/182 <p style="text-align: justify;">Para cumprir com eficácia seu papel de assessoramento, a Inteligência deve ser capaz de compreender cenários, prever ameaças, proteger conhecimentos e manter seus recursos humanos constantemente aprimorados. Para tanto, não pode deixar de considerar o papel da dimensão individual na configuração dos cenários nos quais atua. O presente trabalho propõe um modelo teórico-metodológico voltado à produção de perfis de alvos de Inteligência. O quadro teórico-metodológico utilizado baseou-se no trabalho desenvolvido por Richard Bloom e em de teorias clássicas da Psicologia, com destaquepara autores como Bandura, Skinner, Perls, Hefferline &amp; Goodman, Kurt Lewin e Ribeiro. O modelo apresentado estrutura-se em uma sequência de tarefas básicas que devem ser executadas por profissionais de Inteligência, atuando em equipes multidisciplinares, perpassando as áreas de análise e operações. Por fim, são discutidas futuras etapas de validação, além de possíveis aplicações do modelo, com ênfase no estudo de alvos em operações de Inteligência, recrutamento e gerenciamento de fontes humanas.</p> Guilherme Augusto Rosito Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-22 2021-09-22 15 81 97 LGPD E INTELIGÊNCIA https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/183 <p>Os serviços de Inteligência conduzem um trabalho vital para a salvaguarda da sociedade e do Estado. Os avanços tecnológicos trouxeram novos contornos e maiores desafios à sua atuação, com ameaças cada vez mais complexas em campos como o terrorismo, ataques cibernéticos e redes criminais. Esse cenário exige maior desenvolvimento e técnicas que possibilitem o cumprimento de sua missão institucional com eficiência. Por outro lado, se mal conduzido ou administrado, o trabalho para identificação e contraposição às ameaças também pode, potencialmente, atingir direitos fundamentais, especialmente à privacidade e à proteção de dados. Nos últimos anos, mudanças legislativas têm buscado regular, controlar e garantir transparência no tratamento de dados acessíveis, tanto por pessoas jurídicas de direito privado, quanto por aquelas de direito público. No Brasil, exemplo disso é a Lei nº 13.709/2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Essa delimita que o tratamento de dados pessoais, quando realizado para fins exclusivos de segurança do Estado, será regido por legislação específica. Contudo, na ausência desse normativo, o contexto permanece complexo e impreciso. Este artigo visa demonstrar a importância do equilíbrio entre o tratamento e a proteção de dados pessoais na futura legislação específica. Para tanto, apresentará alguns dos desafios no uso das novas tecnologias que utilizam dados obtidos em fontes abertas, discutirá os impactos que o uso indevido desses dados pode gerar e demonstrará como leis adequadas são necessárias para a proteção tanto dos direitos e garantias fundamentais, quanto do próprio profissional de Inteligência e da Atividade, permitindo que o Serviço de Inteligência brasileiro cumpra com excelência a sua missão.</p> Lilian Coutinho Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-23 2021-09-23 15 99 116 ANÁLISE DA LEI Nº 9.883/99 COMO MARCO JURÍDICO DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA DE ESTADO NO BRASIL https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/184 <p style="text-align: justify;">O uso da inteligência é um recurso que auxilia no processo decisório em nível estratégico, bem como é uma importante ferramenta no enfrentamento das novas ameaças, dentre as quais o terrorismo, a criminalidade organizada e os ataques cibernéticos. Por ser uma função de Estado, nos regimes democráticos, a regulação da atividade de Inteligência se fundamenta num conjunto de normas jurídicas específicas. No Brasil a Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999, é o marco legal dessa atividade, cujos dispositivos foram objeto de análise, sobretudo para avaliar o respaldo jurídico necessário a seu desenvolvimento, bem como a necessidade de oferecer um conjunto de garantias funcionais a seus operadores no desempenho de suas atribuições dentro e fora do território nacional. Inobstante seus aspectos positivos, como a criação da Agência Brasileira de Inteligência e a atuação sistêmica que envolve participação de vários órgãos públicos, identificaram-se pontos imprecisos e vagos no respaldo às ações de busca, muitas vezes complementares e imprescindíveis ao processo de formação do conhecimento. Assim, transcorridos mais de vinte anos de sua edição e num processo de melhoria contínua, é necessário o aperfeiçoamento dessa legislação para balizar a atividade de Inteligência brasileira diante dos novos desafios do cenário mundial atual.</p> Vicente Nicola Novellino Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-23 2021-09-23 15 117 130 BUCHAN, RUSSELL. CYBER ESPIONAGE AND INTERNATIONAL LAW. OXFORD: HART PUBLISHING, 2019. https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/186 <p>.</p> Gills Vilar Lopes André Lucas Alcântara da Silva Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Inteligência 2021-09-23 2021-09-23 15 131 136