https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/issue/feed Revista Brasileira de Inteligência 2020-07-27T20:26:57+00:00 Ryan de Sousa Oliveira revista@abin.gov.br Open Journal Systems <!-- Global site tag (gtag.js) - Google Analytics --> <p>A Revista Brasileira de Inteligência (RBI) é uma publicação anual da Escola de Inteligência (Esint) da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). A revista busca estimular o estudo, o debate e a reflexão acerca de temas da atualidade relacionados com a atividade e a disciplina de Inteligência.</p> <p>&nbsp;</p> https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/157 VIESES COGNITIVOS NA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA: CONCEITOS, CATEGORIAS E MÉTODOS DE MITIGAÇÃO 2020-07-27T19:31:56+00:00 Christiano Cruz Ambros c.cruz@abin.gov.br Daniel Boeira Lodetti d.lodetti@abin.gov.br <p>Desde que comissões congressuais dos Estados Unidos da América avaliaram que parte das falhas da Inteligência nacional nos atentados terroristas de setembro de 2001 e na Guerra do Iraque de 2003 originaram-se na análise, o debate sobre erros analíticos advindos de vieses cognitivos e técnicas para mitigá-los vem crescendo significativamente. Vieses cognitivos são erros sistemáticos que ocorrem como uma estratégia de simplificação no processamento da informação e que se repetem de forma previsível em circunstâncias particulares. Na Atividade de Inteligência, essas estratégias mentais representam risco para uma exitosa análise de Inteligência. Profissionais de Inteligência são treinados a desenvolver capacidades variadas, mas, muitas vezes, não são ensinados a ter consciência de seus modelos mentais, a analisar seu próprio processamento de informações e a questionar seus pressupostos analíticos. Portanto, estão vulneráveis a cometer erros de análise oriundos de vieses cognitivos. O presente artigo objetiva discutir, de forma clara, prática e objetiva, o conceito de vieses cognitivos, apresentar os vieses cognitivos que mais afetam a Atividade de Inteligência e debater técnicas de análise estruturada, consideradas ferramentas que podem mitigar o impacto negativo dos vieses cognitivos na Inteligência.</p> 2019-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/158 UMA ABORDAGEM PSICOLÓGICA PARA A RADICALIZAÇÃO, O TERRORISMO E A VIOLÊNCIA EM MASSA 2020-07-27T19:39:39+00:00 Guilherme Augusto de Camargos Rosito guilherme.rosito@abin.gov.br <p>Anders Breivik é um indivíduo conhecido por ter conduzido um dos ataques terroristas mais devastadores da história da Europa. Todas as evidências apontam para o fato de ele ter agido sem o apoio direto de qualquer grupo ou organização. Este artigo discute aspectos ligados aos porquês, mas principalmente a como um indivíduo alcança tamanho grau de radicalização em seus pensamentos e ações a ponto de cometer assassinato em massa. Uma leitura do manifesto escrito por Breivik ajuda a delinear um quadro de seu modelo ideológico. O presente trabalho analisa a trajetória percorrida por Breivik entre o radicalismo político, o pensamento extremista e o engajamento em uma ação terrorista. A análise do discurso apresentado no Manifesto publicado pelo extremista norueguês a partir da teoria do desengajamento moral de Bandura revela-se útil para a compreensão dos processos mentais envolvidos no fenômeno. Também é utilizada a produção de autores como Horgan, Borum e Mcauley &amp; Moskalenko. Os traços psicológicos associados ao comportamento terrorista devem ser considerados a partir de sua correlação com o histórico pessoal e a presença de fatores situacionais. Compreender e aplicar modelos da psicologia é tarefa crucial para analistas de contraterrorismo de todos os campos profissionais.</p> 2020-05-28T19:18:56+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Inteligência https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/159 ESTRUTURA BRASILEIRA DE CONTRATERRORISMO E SUA EFICÁCIA NA PREVENÇÃO E NA NEUTRALIZAÇÃO DE AMEAÇAS EXTREMISTAS 2020-07-27T19:48:33+00:00 Thiago Cunha Araújo thiagoaraujo@abin.gov.br <p>O Brasil alcançou recentemente vários avanços em sua estrutura legal, preventiva e persecutória do terrorismo enquanto crime e ameaça interna. O presente trabalho tem como objetivo analisar esta estrutura e as implicações dos avanços alcançados no contexto de inserção do fenômeno na conjuntura interna do país. Por meio do estudo de atos normativos e revisão bibliográfica sobre processos de radicalização, buscou-se avaliar a capacidade brasileira no combate ao terrorismo a partir da análise de casos concretos. Conclui que as experiências recentes em identificação de ameaças e consequentes processos de investigação, indiciamento criminal, denúncia e julgamentos apontam para um eficaz ciclo de combate ao terrorismo do país, que envolve, em seu curso, a participação de vários órgãos públicos e se estende das atividades iniciais da Inteligência até a condenação e a execução de penas pelo poder judiciário e por órgãos de segurança pública. Porém, também são identificadas algumas necessidades de avanços na capacidade dessa estrutura em atuar efetivamente na mitigação da complexa e, muitas vezes, pouco perceptível raiz do extremismo violento. Os avanços alcançados e necessários, em meio a mudanças na dinâmica do terrorismo internacional, geram, aos órgãos que compõem o SISBIN, novos desafios no combate ao terrorismo transnacional.</p> 2019-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/160 PANORAMA DA AMEAÇA CIBERNÉTICA À AVIAÇÃO CIVIL 2020-07-27T19:56:11+00:00 Mateus Vidal Alves Silva nd@nd.com <p>O artigo apresenta abordagem inicial da ameaça de ataque cibernético à aviação civil, sob a ótica conceitual da inteligência da aviação civil. Formulou-se o seguinte problema de pesquisa: quais os parâmetros essenciais para estruturar um panorama da ameaça cibernética como fenômeno que interage e desafia a inteligência da aviação civil? A metodologia propõe pesquisa básica, exploratória e qualitativa, mediante revisão da literatura, utilizada para delinear os marcos teórico-conceituais, as estruturas, as análises e a casuística. A Política Nacional de Inteligência (PNI) destaca a ameaça cibernética, com crescimento exponencial e ampla gama de alvos elegíveis e interconectados. É ameaça assimétrica dinâmica, que apresenta múltiplos formatos e atores possíveis e tem potencial de danificar ativos e infraestruturas críticas. A aviação civil é alvo recorrente de interferências ilícitas. Nessa área, a ameaça cibernética é real e poderia resultar em episódio classificável como “cisne negro”, nos moldes dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Ao abordar a ameaça de ataque cibernético à aviação civil contemplam-se os conceitos aplicáveis, o estado da arte da inteligência da aviação civil, a irrefutabilidade de possíveis falhas, os alvos potenciais, as categorias de atores e suas motivações, a capacidade de agir e os possíveis métodos de ataque. As considerações finais apontam para a possibilidade de evoluções intermediadas por uma política de mitigação de riscos relacionados à ameaça cibernética na aviação civil subsidiada por análises estruturadas de inteligência.</p> 2019-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/161 AGENTE INFILTRADO E AGENTE DE INTELIGÊNCIA: DISTINÇÕES A PARTIR DE ESTUDO DE CASO JULGADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL 2020-07-27T20:15:31+00:00 Luis Fernando de França Romão nd@nd.com <p>A confusão acerca do conceito de Inteligência em segurança pública gera efeitos práticos de consequências significativas, com impacto inclusive na Justiça Criminal. Isso pode ser vislumbrado em nível táticooperacional, notadamente, quando da realização de operações em campo por agentes policiais para a obtenção de dados relevantes. Sobre esse tema, objetiva-se aqui apresentar a diferença entre o agente policial infiltrado e o agente policial de Inteligência, a partir do caso referência <em>Black blocs</em>, julgado em 2019 pelo Supremo Tribunal Federal. No referido caso, a controvérsia posta judicialmente restringiu-se à possibilidade ou não de se utilizar dados obtidos por um agente policial infiltrado sem autorização judicial; para isso, os juízes verificaram se a atuação do policial se dera como agente infiltrado ou agente de Inteligência e quais seriam as consequências jurídicas para cada uma dessas alternativas. O método de pesquisa utilizado é o estudo de caso para se registrar dados que trazem à tona uma concepção que se projeta no processo penal brasileiro. O caso <em>Black blocs</em> será apresentado em todas as instâncias pelas quais tramitou, e ficará restrito aos aspectos que envolvem a distinção entre agente infiltrado e agente de Inteligência. Após isso, uma análise crítica será apresentada e dará destaque a disfunções de duas ordens: uma no campo da Inteligência: problema de comando e de coordenação no exercício da atividade em nível tático-operacional; e outra no da Justiça Criminal, com falhas e distorções de julgamento que abrangem a concepção e a prática da atividade de Inteligência. O presente artigo aborda um tema teórico-prático da área de Inteligência em sua vertente aplicada à segurança pública.</p> 2019-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/162 PERFILAÇÃO OPERACIONAL: APLICAÇÕES NO RECRUTAMENTO DE FONTES HUMANAS 2020-07-27T20:22:30+00:00 Maurício Viegas Pinto nd@nd.com <p>O artigo examina a aplicação da perfilação operacional no recrutamento e na gestão de fontes humanas, em especial no que diz respeito ao procedimento de seleção dos alvos mais indicados para o cumprimento da missão. Inicialmente, descrevem-se os fundamentos da perfilação operacional com base no enfoque dos traços de personalidade. A seguir, apresenta-se a metodologia utilizada para aferir a percepção dos alunos que participaram de curso sobre o tema em 2018 e 2019. Os resultados obtidos nas duas turmas ministradas sugerem que o tema ainda é praticamente desconhecido entre membros da comunidade brasileira de Inteligência. A perfilação operacional foi validada pelos alunos, os quais a consideraram de grande relevância para o recrutamento de fontes humanas. Eles também avaliaram que a perfilação operacional poderia ser empregada nas suas respectivas unidades de Inteligência, e a maior parte deles demonstrou interesse pessoal em atuar com a aplicação dessa técnica.</p> 2019-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://rbi.enap.gov.br/index.php/RBI/article/view/164 ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DAS GUARDAS MUNICIPAIS COM O AVANÇO DAS LEGISLAÇÕES 2020-07-27T20:26:57+00:00 Waleska Medeiros de Souza nd@nd.com <p>Pretende-se com este estudo demostrar a importância do investimento na criação de setores de inteligência dentro da guarda municipal, bem como apontar os limites e as possibilidades que decorrem deste processo para o compartilhamento de conhecimentos. Para tal tarefa, foi feita uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa sobre o assunto inteligência policial, que se balizou posteriormente no desenho da contrainteligência. Focalizaremos o conceito da contrainteligência como a proteção de conhecimentos produzidos pelas instituições. Buscaremos também demonstrar a necessidade de uma harmonia entre a proteção e o compartilhamento dos conhecimentos suscitados pelas organizações. Neste percurso metodológico investigativo, faremos um recorte para a instituição Guarda Municipal e seus ganhos potenciais a partir da promulgação da lei federal que cria a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (Pnspds) e institui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com o viés para a implementação de setores de inteligência e a divulgação de informações entre agências de segurança pública. A criação de uma política e um sistema nacional de segurança pública foi anunciada como um divisor de águas no quesito produção e difusão do conhecimento institucional, ou seja, a melhoria no fluxo do compartilhamento das informações. A guarda municipal se insere neste processo de intercâmbio de informações. Disso surge a preocupação com quais dados podem ser compartilhados, e emerge a efetividade da contrainteligência dentro desta agência de segurança pública.</p> 2019-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c)